Corro pelas estradas
De noites antigas,
Cheias de cantigas,
Estrelas apagadas.
Olho a minha volta.
Das casas soterradas
geme a gente morta
De eras já passadas.
Pedem justiça. Gritam!
Venha ela bendita
Pois mortos lastimam
A verdade vendida.
Pela eternidade
Irão aguardar
Esperada liberdade
Que a justiça trará.
(Esse texto ficou mais de nove meses na gaveta até sair o último parágrafo e eu ajeitar ele. Adelante sorri, e seu sorriso é daqueles maliciosos que ficam quase que num único quanto da boca enquanto o outro lado permanece sério… aquele olhar que se encontra em algumas esquinas escuras pelas noites da vida e nem sempre significam algo mau, significam apenas a grande irônia diante do mundo, da vida e das pessoas.)
