Beatificação

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Já não bastavam as centenas de igrejas que são criadas todos os anos no Brasil, o número cada vez maior de ateus, a perca de poder político dos bispos, agora a Santíssima Igreja enfrenta uma nova concorrente. Esta não é coisa pequena, não veio pra perder a briga e sabe-se que pretende expandir em muito seu território já bem vasto.

Nossa cara desemtupidora de consciência política, cívica, crítica e social, a grandiosa Rede Globo, agora tem uma nova função que vêm a bater de frente com o poder Papal. A Globo, senhores, está agora beatificando, perdoando os pecados alheios cometidos contra nosso povo e pondo mártires nada confiáves sobre altares que se consagram em rede nacional no mais importante programa do meio de comunicação mais destrutivo de nossa nação.

Vejam bem, há algum tempo atrás se punham os santos no altar para que os fiéis orassem fervorosos pelo grande mártir. Havia esperança pelas graças, havia admiração pelas ações. Hoje, nesse nosso Brasil, põem Collor num altar. Falam de um passado sujo, mas tratam de pô-lo entre salas brancas e limpas, entre incenso e perfume, colocam coroa e cedro e dizem “coitado do mártir que foi levado pela situação absurda que é nossa pátria”. Coitadinho mesmo, vejam que rosto triste, que ar arrependido, que gestos lindos ele comente em suas palavras de culpa admitida, de vontade de reverter a “MERDA” feita.

Lá está Collor agora em sua sala. A sala de uma das sucursais da rede Globo. Quanto interesse não há por parte da grande senhora da mídia brasileira em por este santo novamente no poder político! Ah! Caros amigos, o jogo dos interesses, das redes de relacionamentos e favores faz coisas fantásticas nesse nosso país marcado por sociedades secretas e fabulosas máfias da corrupção. Parece-me, claramente, que tudo quanto ocorre nesse Brasil é movido por uns interesses escusos. Gostaria de saber exatamente qual o Canôn da nossa rede Globo, será que eu ficaria com nojo dos “santos globais”, ou apenas espantado por idolatrar tantos mártires criados de acordo com a necessidade do IBOPE?

Há de se admitir uma coisa, parece que a inteligência Global não poderia ter escolhido melhor hora para pôr tal santo no altar. Digam-me amigos, o que é um Collor arrependido diante de toda a culpa escancarada de um “Mensalão”?

(Obs: a tal entrevista aconteceu dia 14/08 no Fantástico. Aqui ainda se consegue assistir ao santo sendo consagrado http://gmc.globo.com/GMC/0,,2465-p-MC18,00.html)

5 Respostas to “Beatificação”

  1. V Says:

    Psiu,
    na segunda linha,
    é “perda” ….
    perca não existe😉

    É “engraçado” ressucitarem o Collor depois de anos, justamente quando um suposto “impeachment” do atual presidente é abordado em mídia (Quem sabe não queiram fazer o mesmo? A mídia=Globo pode ainda ser a grande manipuladora do final desta história…)

  2. Gustavo Guilherme BacK Says:

    V,

    Curioso, nunca entendo os motivos que levam as pessoas a não usar seus nomes, mas tudo bem😉.

    Ah! Primeiro ponto a ser considerado: eu não sei nada de gramática, só estuddei o básico quando fui obrigado, e o que sei é daquilo que leio. Escrevo quase que intuitivamente. Segundo, ando lendo muitoooo José Saramago, logo, escrevendo como os “da terrinha”. Terceiro, de acordo com o site http://www.truca.pt/gralhas_material/gralhas_antigas/gralhas7.html que pelo visto não tem nenhuma credibilidade, mas foi a melhor explicação que eu vi….


    A forma perca (=perda) é correcta como linguagem popular. Na linguagem das pessoas cultas, emprega-se perda, embora possa aparecer a forma perca.
    O Dicionário Aurélio também regista perca como substantivo, e dá-lhe os mesmos significados com que em Portugal se emprega: perda, prejuízo, dano.
    É claro que perca, além de substantivo, é também forma do verbo perder: 1ª. e 3ª. pessoa do singular do presente do conjuntivo e ainda do imperativo: «perca o medo dos desafios».
    Pelo que informa o Dicionário Aurélio, também se admite no Brasil o substantivo perca na linguagem popular.

  3. Camila Says:

    oiii
    Não me suprendo com a entrevista do Collor na Globo..
    Foi ela que fez ele se eleger e foi ela quem tirou ele do poder..

    Na faculdade to até cansada de tanto discutir a influencia da midia.. E como as pessoas ultilizam a televisão como meio de informação segura..

    Eh decepcionante uma estudante de jornalismo saber que ética praticamente inexiste nos meios de comunicação. Que a informação que as pessoas recebem em casa são as informações que convem, a quem detem o poder. Generalizando.. o povo é ingenuo o suficiente pra ouvir uma reportagem sem qualquer questionamento de sua veracidade e sua manipulação.

  4. V Says:

    Assinar como “V” é costume pra mim, nada referente à “oculto”, não.🙂
    [ não chega nem a ser um nickname, como diriam os do ‘mundinho nerd’🙂 ]

    Não quis repreender você, até porque lancei um informal ‘Psiu’. (Além de eu não ter o direito de ficar corrigindo as pessoas, nem mesmo se quisesse)

    É que lembrei das vezes que já pronunciei ‘perca’e me chamavam a atenção, ensinando o correto (ou melhor… o que eles julgavam ser “correto”).

    Concordo com o que você falou; não conhecia o termo em que “perca” poderia ser empregado. Já passou a fazer parte do meu vocabulário.

    Por fim,
    não seria um simples comentário (ainda sobre gramática) que te abalaria. (espero)
    Desculpas se soou algo desagradável ( com o seu.. 1°… 2°, pareceu isso rs).
    Você escreve bem!

    Ps: mas no seu texto o certo é perda.😀

  5. Gustavo Guilherme BacK Says:

    “V”, nick interessante, não diz nada sobre você por isso achei anônimo demais🙂.

    Bom, nunca tinham me chamado a atenção em relação a palavra “perca”, mas a partir de hoje passo a usá-la no lugar de “perda”, só pra provocar. Acho interessante como tem gente que implica com a gramática. É claro, saber comunicar-se de forma correta é essêncial, principalmente pra quem põe a cara a bater num espaço como um blog, mas coisas consideradas erradas foram adotadas por vários escritores e passaram a virar a regra, não que eu venha a fazer isso, mas tenho aqui minha liberdade de errar e manter o erro. A língua muda, coisas que a dez anos eram consideradas um absurdo linguístico ou gramátical hoje são adotadas como cultas na maior tranquilidade.

    Ah! V, você não foi desagradável, de forma alguma, adoro críticas e quanto piores elas forem, mais feliz eu fico. Se eu não tiver defeitos sendo apontados significa que nada do que faço é interessante e que também logo, logo, posso ficar estagnado, sem melhorar, sem piorar.

    Por favor, sinta-se a vontade para corrigir meus erros e principalmente criticar o que faço.

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