Eternos Espectros

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Corro pelas estradas
De noites antigas,
Cheias de cantigas,
Estrelas apagadas.

Olho a minha volta.
Das casas soterradas
geme a gente morta
De eras já passadas.

Pedem justiça. Gritam!
Venha ela bendita
Pois mortos lastimam
A verdade vendida.

Pela eternidade
Irão aguardar
Esperada liberdade
Que a justiça trará.

(Esse texto ficou mais de nove meses na gaveta até sair o último parágrafo e eu ajeitar ele. Adelante sorri, e seu sorriso é daqueles maliciosos que ficam quase que num único quanto da boca enquanto o outro lado permanece sério… aquele olhar que se encontra em algumas esquinas escuras pelas noites da vida e nem sempre significam algo mau, significam apenas a grande irônia diante do mundo, da vida e das pessoas.)

2 Respostas to “Eternos Espectros”

  1. maray Says:

    essa possibilidade que a internet nos dá, de “começar de novo” é maravilhosa. É limpa, pedagógica, revolucionária. Pena que a vida real não seja assim tão fácil de manejar…Boa sorte no blog novo ( que, tenho quase certeza, representa também uma postura nova na real, né?) e obrigada pelas visitas.
    abração

  2. Allan Says:

    Gostei. Mas gostei mais do poema Particula(r).

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